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Sustentar o Ruído

A exposição Sustentar o ruído encerra um ciclo iniciado no Brasil com Opacidade Ressonante, mostra que partia da saturação de imagens, discursos e algoritmos.

Inspirada no pensamento do martinicano Édouard Glissant, Opacidade Ressonante propunha a opacidade como forma de ressonância — não como ausência ou silêncio, mas como densidade e ritmo, como aquilo que escapa à transparência e, justamente por

isso, afirma o direito de permanecer irredutível.

Agora, esse percurso se desloca para Lisboa, encerrando também o primeiro ciclo da Casa Tato Europa, em parceria com a Verso Galeria. Nesse novo contexto, o gesto de expor adquire o sentido de travessia: atravessar fronteiras linguísticas, afetivas e culturais, interrogando-se sobre as possibilidades de uma língua comum — e também sobre aquilo que se perde na tradução.

Mais do que eliminar o ruído, o projeto propõe afirmá-lo como potência estética e política: o ruído como diferença, como desvio, como aquilo que sustenta o próprio gesto de comunicação. Frente a um mundo cada vez mais marcado por câmaras de eco e discursos refratários à diferença, Sustentar o ruído pergunta o que acontece quando o ruído é acolhido dentro do campo visual — quando as frestas, os desvios e as dissonâncias se tornam espaços onde algo novo pode ser ouvido.

Sustentar o ruído é reconhecer que pertencer não significa coincidir. A exposição propõe, assim, uma reflexão sobre pertença, linguagem e diferença, em que o “estar em casa” não se dá pela familiaridade, mas pela capacidade de habitar o ruído — de reconhecer, nele, o espaço da relação.

É, talvez, como nas palavras de Adília Lopes, ser “desse lugar” não por identidade, mas por relação — como as árvores e as casas, enraizadas e abertas.

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  • Adriana Amaral

    Beatriz Mazer

    Desirée Hirtenkauf

    Gilda Queiroz

    Isabelle Dantas

    Izidorio Cavalcanti

    Lili Buzolin

    Magda Paiva

    Marcos Pereira de Almeida

    Maria Claudia Curimbaba

    Patricia Faragone

    Paula Marcondes

  • Sustentar o Ruído

    Curadoria:

    Filipe Campello 

    Assistente de Curadoria:
    Rafael Tenius

    Design e social media:

    Alice Freire Design


    Abertura: 29 de novembro de 2025, das 17h às 21h


    Período expositivo: de 01/11 a 20/12/2025

    Galeria Verso
    Rua Francisco Metrass, 64. Campo de Ourique, Lisboa - PT

CURADORES CONFIRMADOS- TURMA 13

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Andres Hernandez

Cammila Ferreira

Daniela Bousso

Feda Baeza

Felipe Barros de Brito

Nancy Betts

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Curador CASA TATO EUROPA

Filipe Campello é curador e Professor Adjunto da Universidade Federal de Pernambuco. Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Filosofia e pesquisador do CNPq. Doutor em Filosofia pela Universidade de Frankfurt (2013), realizou pós-doutorado na The New School for Social Research (Nova York), onde recebeu o Fulbright Junior Faculty Member Award. Foi professor visitante nas universidades de Perugia e Bergen e, atualmente, é Senior Research Fellow na Universidade de Duisburg-Essen. É autor de Critica dos Afetos (Autêntica, 2022), Die Natur der Sittlichkeit: Grundlagen einer Theorie der Institutionen nach Hegel (Transcript, 2015) e coautor de Modernizações Ambivalentes: Perspectivas Interdisciplinares e Transnacionais (Edufpe, 2016), além de diversos artigos sobre teoria crítica, teorias estéticas e crítica de arte. Como curador, esteve à frente das exposições Antropocenas (MEPE, 2020), Chama (Galeria Marco Zero, 2022), Em Trânsito (Cecí Galeria), Paisagens (individual - Bruno Faria,2022), Ao Romper da Aurora eu Descanso (Dani Guerra e Luíza Branco, 2022), Ceramicatomicamente (individual - Bruno Fish, 2023) e Natura Naturans (individual - Ana Michaelis, 2023). É membro do comitê artistico da Art-PE e, em 2024, idealizou a galeria Verso, em Lisboa.

Curador CASA TATO EUROPA

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